Qual a coisa que mais afeta o banzo?
A limitação física?
A dependência de outras pessoas?
A condição limitada?
O cerne do que afeta o banzo é uma coisa só: a vaidade.
A vaidade está na base da pirâmide dos problemas do banzo.
Ele não admite a condição em que se encontra, não aceita as limitações que lhe foram impostas, não quer acreditar no que aconteceu com ele.
E quanto maior a altura maior a queda.
E para o novo banzo não há nada pior .do que ter que encarar sua condição "diferenciada".
O que eu fiz para superar isso?
Enfrentei a situação como uma nova oportunidade. Uma nova change, visto que não morri e continuo aqui.
Abandonei a vaidade por completo no momento que foi necessário, porque não existe nada sexy em ter a bunda limpa por outrem. Isso foi na minha pior fase.
Mas, quer rir um pouco? Vou lhe contar a maior humilhação que um ser banzo pode sofrer.
Estava eu em Buenos Aires com familiares e amigos quando fui apresentado a um restaurante bem interessante.
Um dos salões do restaurante ficava no andar de baixo do nível da rua, e como diz o ditado, para baixo todo o santo ajuda, descer as escadas foi uma maravilha.
Jantei, estava muito bom por sinal.
Então, chega a hora de sair do local.
Como de costumo, as pessoas que estavam comigo eram educadas, deixaram que eu fosse na frente.
Fui subindo as escadas, sem elegância alguma, porque naquele dia tinha zanzado o dia inteiro e estava com os pés prá lá de doídos.
No meu ritmo fui subindo.
Quando cheguei nos últimos degraus da escada não tinha onde me apoiar porque não tinha corrimão.
Neste momento surge uma mão amiga, e aqui é que está a humilhação, o Sr. que me estendeu a mão era o proprietário do restaurante, por conta disso não tem problema, o detalhe é que o Sr. proprietário tinha uns 90 anos e pela expressão do seu rosto pude sentir que ele não ajudava ninguém a pelo menos uns 20 anos.
Óbvio que meus "muy amigos" não deixaram barato. Claro que se eles não tivessem se arriado/deitado e rolado em mim essa história não teria a mínima graça.
Mas, levei a situação na boa e inclusive fui o primeiro a rir de mim mesmo não deixando oportunidade para nenhum outro rir primeiro de mim, quis ser o nº 1.
Moral da história, vaidade não leva a nada, o que importa é encarar a situação numa boa, rir de si mesmo, debochar das suas dificuldades e tocar o barco prá frente.
Força, Fé e Coragem.
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