sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Atitude é tudo!

 ”Luis é o tipo de cara que você  gostaria de conhecer”.

   “Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo  de positivo para dizer”.
 


Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a  resposta seria logo:
 
  “Ah.. Se melhorar, estraga”.
 

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois  seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. 

Ele era um motivador nato.
 
 Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis  estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.

Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia  lhe perguntei: 
  
“Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo”. 

   “Como faz isso” ? 


Ele me respondeu:    
“A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo”: 
 
“Luis, você tem duas escolhas hoje: 
   Pode ficar de bom humor ou de mau humor.
 
 Eu escolho ficar de bom humor”.

Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher  bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. 
 
Eu escolho aprender algo. 


Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar  a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida. 
 
Certo, mas não é fácil - argumentei. 

  É fácil sim, disse-me Luis.
 


A vida é feita de escolhas. 
 
Quando você examina a fundo, toda situação sempre  oferece escolha. 

Você escolhe como reagir às situações. 
Você escolhe como as pessoas afetarão o seu  humor.
 
 É sua a escolha de como viver sua vida. 

 Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava  dele quando fazia  uma escolha.

Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um  erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã. 

Foi rendido por assaltantes. 


Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão  tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo.
 
Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. 

Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e  levado para um hospital.   

Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de  tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.

 Encontrei Luis mais ou menos por acaso.


Quando lhe perguntei como estava, respondeu:  
“Se melhorar, estraga”.  

Contou-me o que havia acontecido perguntando: 
“Quer ver minhas cicatrizes”?

Recusei ver seus ferimentos,  mas  perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do  assalto.
 
A primeira coisa que pensei foi que deveria ter  trancado a porta de trás, respondeu.
 


Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei  que tinha duas escolhas: 
 
“Poderia viver ou morrer”.

“Escolhi viver”!

Você não estava com medo? Perguntei.   

“Os para-médicos foram ótimos”.

“ Eles me diziam que tudo ia dar certo e  que ia ficar bom”.   


“Mas quando entrei na sala de emergência e vi a  expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado”.


Em seus lábios eu lia:
 
“Esse aí já era”.    

Decidi então que tinha que fazer algo. 

O que fez ? Perguntei.


Bem. Havia uma enfermeira que fazia

 muitas  perguntas. 

 Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. 


Eu respondi: "sim". 

Todos pararam para ouvir a minha resposta. 

Tomei fôlego e gritei; “Sou alérgico a balas”!
 


Entre risadas lhes disse:
  
“Eu estou escolhendo viver, operem-me como um  ser vivo, não como um morto”.   

Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos...  mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira.


E com isso, aprendi que todos os dias, não importa  como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente. 

Afinal de contas,

“ATITUDE É TUDO”.

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